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A carga mental e o trabalho invisível das mulheres mães precisa ser debatido.

Carga mental: marcar o dentista para o filho, colocar na mochila dele a tarefa que a escola pediu (e que você ajudou-o a terminar), fazer a lista de compras do mercado, pensar no que fazer com as crianças no final de semana… Quem de nós já não se viu perdida em meio a todos esses afazeres não é mesmo? Saiba que eles tem algo em comum: são feitos, em sua absoluta maioria, pelas mulheres.

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Carga mental

A carga mental é justamente esse trabalho invisível de organização, planejamento e gerenciamento de tarefas domésticas que envolvem a estrutura da casa e a rotina dos filhos. Ele é extremamente estressante porque mesmo nos momentos em que essas mulheres não estão, aparentemente, “fazendo nada”, elas estão mentalmente ocupadas pensando na organização do lar, o que gera um stress e uma sensação de não desligar nunca.

Não à toa as mães se sentem tão cansadas em suas rotinas diárias, muitas vezes incompreendidas pelos companheiros. É que os homens pensam ser suficiente apenas a ajuda física, consistente na execução propriamente dita da tarefa, e não se dão conta que para cada tarefa existe todo um planejamento anterior que pode sim, geral carga mental. 

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Veja alguns exemplos de “divisão” de tarefas domésticas bastante comuns:

  1. seu marido reveza com você a ida ao supermercado para fazer as compras da semana, mas quem faz a lista é sempre você;
  2. vocês tem uma diarista que faz a limpeza da casa, mas ela é orientada por você;
  3. vocês dividem a responsabilidade de cozinhar, mas quem cuida para que a despensa de alimentos não tenha nada faltando é você;
  4. ele lava a louça, mas não sabe onde deve guardar boa parte dos utensílios, te chama para perguntar ou guarda metade das coisas em lugar errado;
  5. ele dá banho e veste o filho quando você pede, mas não se preocupa em verificar se as roupas ainda servem ou se precisa comprar algo que esteja faltando;
  6. quando precisa encontrar coisas básicas dentro de casa, não consegue sozinho, fica te chamando para perguntar onde estão;
  7. ele leva o filho ao pediatra e no posto para tomar vacina, mas a consulta é sempre você que marca e também é você quem lembra as datas das próximas doses da vacina;
  8. vocês dois trabalham fora, mas quando o filho fica doente é você que falta ao serviço para ficar com ele;
  9. é você quem lê a agenda da escola dos filhos e se encarrega de comprar as coisas que a professora pede para levar para a aula;
  10.  quando você precisa se ausentar de casa, é comum deixar listas com tarefas sobre o que seu marido precisa fazer;
  11. quando a família viaja, ele faz a mala dele – APENAS. Você faz a sua mala, a mala das crianças, organiza os lanches da viagem, separa os remédios que precisa levar, assim como os documentos, passaportes e reservas do hotel;
  12. ele te ajuda bastante com as tarefas domésticas, mas não tem iniciativa nenhuma, para fazer as coisas precisa ser lembrado.

Se alguma das situações acima é familiar para você, saiba que você pode estar sofrendo de carga mental, que reflete a responsabilidade de ter que pensar em todo o trabalho que precisa ser feito.  Se por um lado não somos obrigadas a assumir sozinhas todas essas tarefas de planejamento e organização, de outro lado sabemos que não fazendo, a rotina da casa fica praticamente inviabilizada! 

Por isso é necessário que os homens passem a se interessar em dividir também parte da carga mental inerente aos afazeres domésticos, e não apenas a execução dessas tarefas. É importante que os homens se sintam igualmente responsáveis pelo lar e pela família, e que as mulheres aumentem sua tolerância diante dessa nova divisão de organização de afazeres, para que os filhos possam crescer num lar que respeita e valoriza o trabalho de todos.

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( Atualizado em: 30 de agosto de 2019 )
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